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inspirado livremente na obra “O grande D. Quixote de La Mancha e o gordo Sancho Pança” de António José da Silva
M/8
60 mns
2016
42ª produção da companhia
INSTAGRAM #queixate_marionetas_mandr
Esta criação mistura a sátira, o burlesco, canções de ópera cómicas e voos de fantasia surrealista. Explorando por completo a riqueza imaginativa da peça original — os absurdos feitos, os enganos fantásticos, os encontros estranhos, as ilusões de D. Quixote e o comportamento bizarro do seu escudeiro Sancho Pança.
SINOPSE
A nossa interpretação, mantendo-se fiel à original em texto e em espírito, faz uma interpretação livre sobre o nosso tempo, as limitações que nos impõem e sobretudo a que impomos a nós mesmos. Numa atmosfera amarga e doce, terna e cruel abordamos a sociedade atual, fazendo uma leitura profunda dos mecanismos do poder. Existem aqueles que tal como Sancho Pança se arrastam na terra, tentando alcançar o tal sonho impossível, mas que não possuindo características para uma bem-sucedida liderança, fracassam. E dos que tal como D. Quixote, ascendem, e uma vez detentores do poder manipulam toda uma sociedade que, inerte, assiste ao espetáculo da decadência de valores: ora quedos, ora queixosos.
O uso do texto é transmitido ao público através de um coro, sugerindo que os manipuladores das marionetas não passam também de marionetas à mercê de um comando superior.
Revemo-nos na forma como António José da Silva via na arte uma forma de transgredir, e nas limitações que o autor enfrentou para levar os seus textos à cena. E da mesma forma que para o autor, o uso das marionetas permitiu a contenção financeira necessária, também permitiu uma maior liberdade na expressão crítica e satírica. E é de liberdade que trataremos nesta criação.