28/07/16

Adormecida em Espanha

Dia 6 de Agosto pelas 20h00
ADORMECIDA regressa à cena, em Caceres/Espanhã no 32º Festival de Teatro Clásico.
Mais em:
http://www.marionetasmandragora.com/index.php?hidEv=91

Marionetas na Viagem Medieval

Ontem deu início a Viagem Medieval de Santa Maria. Dias de festa, dias de jogo, dias de lazer. Este ano temos o prazer de trabalhar com uma excelente equipa de atores. 
Fábio AlvesEurico SantosLuís Almeida e Filipa Mesquita.
Uma narrativa satírica e comica que narra alguns acontecimentos da vida de D. DINIS

01/05/16

Espetáculos, formação, digressão e sem dúvida o EI! Marionetas Encontro Internacional de Marionetas em Gondomar, um grande evento.

EI! Maio chega com grande dinâmica! 
1
para que servem as mãos
Cidade do Porto, Porto
16h
2,9,19
Formação cruzes cruzeta
Academia de Música de Espinho
14h-15h
Inscrições Encerradas
6
Formação
Xerazade e a mil e uma histórias
Agrupamento á Beira douro
Inscrições encerradas
7
Formação
Construção de Marionetas em esponja
Forum de arte e Cultura de Espinho
9h-13h
Inscrições Encerradas
8
conchas
Cine Teatro de Estarreja
16h
9
conchas
Cine Teatro de Estarreja
10h30
10
Exposição palco das Marionetas
Festival I
Biblioteca Municipal Manuel Alegre
10 a 15 de Maio
ESPAÇO ARTE NO PARQUE - PARQUE NASCENTE
Palco das Marionetas
21.00
10 a 30 de maio
13
11h00 e 15h00, Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Agueda
Visita Guiada à Exposição “Palco às Marionetas”
14
11h00, Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Agueda
Visita Guiada à Exposição “Palco às Marionetas”
15
conchas
Festival i, Agueda
11h00, Biblioteca Municipal Manuel Alegre
http://www.dorfeu.pt/programacao/festivali/i_2016
17
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR
Marioneta do Oriente
14.30
17 de maio a 4 de junho
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR
Pronto, era assim – Cinema de Animação
14.30
17 de maio a 4 de junho
CENTRO CULTURAL DE RIO TINTO AMÁLIA RODRIGUES
Palco às Marionetas
14.30
17 de maio a 4 de junho
18
mãos de sal
Fórum de Arte e Cultura de Espinho
21h
Dia Internacional dos Museus
21
conchas
Cine-Teatro São Pedro, ABRANTES
10h30 e 11h30
casa dos ventos
Teatro Estudio Antonio Assunção, ALMADA
11h
23
A FLORESTA
Auditório Municipal de Esposende, Esposende
23 May' 2016 10.30
24
CASA BRANCA DE GRAMIDO
Palcos das Marionetas
14.30
24 de maio a 4 de junho
31
Benilde Bzzzoira
JI, Gondomar
http://www.ei.marionetasmandragora.com/

29/04/16

Ei!!! MARIONETAS Gondomar 2016 PROGRAMA COMPLETO

PROGRAMA COMPLETO
EI! Encontro Internacional de Marionetas em Gondomar
26 a 29 de Maio

DIA 26
15.30 | DESFILE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
16.00 | ESPETÁCULO
Teatro Dom Roberto
Limite Zero – Associação Cultural [Portugal]
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
16.30 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
17.00 | ESPETÁCULO
Antologia
Companya Jordi Bertran [Espanha]
Auditório Municipal de Gondomar

DIA 27
10.00 | SERVIÇO EDUCATIVO
E Assim Nasceu Guimarães
Serviço Educativo do Museu de Alberto Sampaio
Biblioteca Municipal de Gondomar
10.30 | SERVIÇO EDUCATIVO
Grãos de Areia
Serviço Educativo do Museu Municipal de Espinho
Biblioteca Municipal de Gondomar
10.30 | ESPETÁCULO
A Floresta
Teatro e Marionetas de Mandrágora [Portugal]
Em coprodução com o Centro de Educação Ambiental de Esposende
Centro Cultural de Rio Tinto Amália Rodrigues
14.30 | SERVIÇO EDUCATIVO
Há Monges no Mosteiro
Serviço Educativo do Mosteiro de São Martinho de Tibães
Biblioteca Municipal de Gondomar
14.30 | ESPETÁCULO
A Floresta
Teatro e Marionetas de Mandrágora [Portugal]
Em coprodução com o Centro de Educação Ambiental de Esposende
Centro Cultural de Rio Tinto Amália Rodrigues
21.30 | ESPETÁCULO
ClaraLua
Beniko Tanaka [Japão]
Auditório Municipal de Gondomar

DIA 28
10.30 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
11.00 | SERVIÇO EDUCATIVO
Xerazade e as mil histórias
Agrupamento de Escolas À Beira D’Ouro
Biblioteca Municipal de Gondomar
11.30 | CONVERSA
Encontro “As Marionetas no Mundo – O Oriente”
Elisa Vilaça [Macau]
Biblioteca Municipal de Gondomar
14.00 | OFICINA
Marionetas para Animação Stop-Motion
Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues [Portugal]
Biblioteca Municipal de Gondomar
14.30 | DESFILE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
15.00 | ESPETÁCULO
Banana Split
Marimbondo [Alemanha / Portugal]
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
16.00 | ESPETÁCULO
Eu Quero a Lua
Partículas Elementares
Auditório Municipal de Gondomar
17.30 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
18.00 | CINEMA
Seleção CINANIMA
Auditório Municipal de Gondomar
21.00 | DESFILE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Casa Branca de Gramido
21.30 | PERFORMANCE
dancEI! Cabaret
Associações de Dança de Gondomar
Casa Branca de Gramido
22.00 | ESPETÁCULO CONCERTO
festEI!
Miss E@sy
Marimbondo [Alemanha / Portugal]
Casa Branca de Gramido

DIA 29
10.30 | DESFILE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
10.30 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Centro Cultural de Rio Tinto Amália Rodrigues
11.30 | ESPETÁCULO
Alforria
Boca de Cão – teatro de rua e formas animadas [Portugal]
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
14.45 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Dança Contemporânea (grupo de crianças)
Centro Cultural de Rio Tinto Amália Rodrigues
15.00 | ESPETÁCULO
Benilde Bzzzoira
Teatro e Marionetas de Mandrágora [Portugal]
Centro Cultural de Rio Tinto Amália Rodrigues
15.30 | PERFORMANCE
dancEI!
Associações de Dança de Gondomar
Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar
16.30 | ESPETÁCULO
Tamariz – Árvore como nós
Lua Cheia – Teatro para Todos [Portugal]
Auditório Municipal de Gondomar

EXPOSIÇÕES
ESPAÇO ARTE NO PARQUE - PARQUE NASCENTE
Palco das Marionetas
10 MAIO 21.00
10 a 30 de maio
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR
Marioneta do Oriente
17 MAIO 14.30
17 de maio a 4 de junho

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR
Pronto, era assim – Cinema de Animação
17 MAIO 14.30
17 de maio a 4 de junho

CASA BRANCA DE GRAMIDO
Palcos das Marionetas
24 MAIO 14.30
24 de maio a 4 de junho

CENTRO CULTURAL DE RIO TINTO AMÁLIA RODRIGUES
Palco às Marionetas
17 MAIO 14.30
17 de maio a 4 de junho

BILHETEIRA
Auditório Municipal de Gondomar 4.00€
Biblioteca Municipal de Gondomar 1.50€
Centro Cultural de Rio Tinto 1.50€
Casa Branca de Gramido entrada livre
Jardim da Biblioteca entrada livre

Oficina 4.00€ (INSCRIÇÕES ABERTAS)
Conversa entrada livre
Exposições entrada livre

EI!!! Marionetas Gondomar 2016 APRESENTAÇÃO

EI!, que decorrerá entre 26 e 29 de maio de 2016, resulta de uma parceria entre a companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora e o Município de Gondomar com o apoio da DGArtes que acolhe companhias internacionais, bem como uma vasta programação de companhias de marionetas nacionais, com apresentações de sala e rua, exposições, conversas, feiras, mostras e concertos.
EI! afirma-se nacional e internacionalmente como um espaço de programação contemporânea, inovadora e alternativa, de reconhecido mérito artístico e que neste ano que volta a acolher companhias internacionais (provenientes de Japão, Alemanha, Macau e Espanha), bem como uma vasta programação de companhias de marionetas nacionais, com apresentações de sala e rua.
É Encontro de gentes e artistas onde a marioneta se apresenta como uma arte cénica em plena evolução. Um espaço criativo onde diferentes criadores revelam a dimensão deste campo artístico que continua a explorar terrenos novos e imprevistos em dialética com outras formas de arte.
Passando pelas formas tradicionais portuguesas às experiências criativas mais contemporâneas, que se situam claramente para além das fronteiras mais evidentes da marioneta, passando pelas propostas dirigidas aos mais novos e pelas ações de formação e oficinas, o EI! tem como papel central a formação artística de distintos públicos e nesta segunda edição com particular interesse pelo Teatro de Marionetas no Oriente e as formas e técnicas tradicionais ancestrais destes povos com um passado artístico riquíssimo.
É uma oportunidade de manter o trabalho de contacto social que a companhia Teatro e Marionetas de Mandrágoratem vindo a desenvolver, trabalhando na comunidade a dimensão cultural dinâmica e permanente da arte da marioneta levando este público a participar no EI! através da preparação de espetáculos comunitários e exposições do trabalho realizado.

EI! é um grito de chamada de atenção para a Arte, para a Cultura e para a Comunidade.
Contamos com a vossa presença, com vosso apoio, com o vosso empenho e com a vossa palavra.
Este ano o lema é EI! Oriente-se!

21/04/16

Queixa-te! nova criação começaram os ensaios!



http://marionetasmandragora.com/index.php?hidEv=140

inspirado livremente na obra “O grande D. Quixote de La Mancha e o gordo Sancho Pança” de António José da Silva
M/8
60 mns
2016

42ª produção da companhia
INSTAGRAM #queixate_marionetas_mandragora

Esta criação mistura a sátira, o burlesco, canções de ópera cómicas e voos de fantasia surrealista. Explorando por completo a riqueza imaginativa da peça original — os absurdos feitos, os enganos fantásticos, os encontros estranhos, as ilusões de D. Quixote e o comportamento bizarro do seu escudeiro Sancho Pança.

SINOPSE
A nossa interpretação, mantendo-se fiel à original em texto e em espírito, faz uma interpretação livre sobre o nosso tempo, as limitações que nos impõem e sobretudo a que impomos a nós mesmos. Numa atmosfera amarga e doce, terna e cruel abordamos a sociedade atual, fazendo uma leitura profunda dos mecanismos do poder. Existem aqueles que tal como Sancho Pança se arrastam na terra, tentando alcançar o tal sonho impossível, mas que não possuindo características para uma bem-sucedida liderança, fracassam. E dos que tal como D. Quixote, ascendem, e uma vez detentores do poder manipulam toda uma sociedade que, inerte, assiste ao espetáculo da decadência de valores: ora quedos, ora queixosos.
O uso do texto é transmitido ao público através de um coro, sugerindo que os manipuladores das marionetas não passam também de marionetas à mercê de um comando superior.

Revemo-nos na forma como António José da Silva via na arte uma forma de transgredir, e nas limitações que o autor enfrentou para levar os seus textos à cena. E da mesma forma que para o autor, o uso das marionetas permitiu a contenção financeira necessária, também permitiu uma maior liberdade na expressão crítica e satírica. E é de liberdade que trataremos nesta criação.

Escola da Marioneta - workshop de construção de marionetas em Esponja - Adultos

Até ao dia 7 de Maio estamos a dar Formação a um grupo de educadoras, que através da marioneta, vai teatralizar um espetáculo com os seus piquenos.
Estamos a trabalhar os animais.
Este é o horário da formação para as dez alunas!

30 abril das 9h às 13h
7 de maio das 9h às 13h
18 e 29 de abril das 19h às 22h
Fase 1
Prototipo
Fase 2
Elaboração da figura
Fase 3
construção do molde
Fase 4
Execução da figura com molde



















19/04/16

workshop de marionetas para os mais novos

Até ao final do ano letivo a Escola da Marioneta e a Academia de Música de Espinho são parceiras.
Estamos a dar formação aos mais novos, através do workshop de marionetas de fios, cruzes cruzeta!~
Podem consultar mais aqui:
http://www.marionetasmandragora.com/index.php?hidEv=125


"para que servem as mãos" solidário

Foi lançado o desafio e mais de uma centena de espetadores disseram sim a esta iniciativa. Entregamos o valor de algumas cenetenas de euros á Associação rarissimas, em especial valor dedicado ao tratamento do pequeno GABI.

Nascido a convite do Instituto de Medicina Legal do Porto e da Comissão de Proteção de Jovens de Gondomar, o projeto começou por se deslocar pelas escolas do país, acompanhado por Comissões de Proteção de Crianças. Mais tarde surgiu o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, que permitiu uma maior dinâmica junto das crianças. Decorridos 3 anos, foi visto por mais de 5000 crianças em cerca de 70 espetáculos.
A companhia quis celebrar este marco da melhor forma, com um espetáculo solidário cujo valor de bilheteira reverte para a Associação Raríssimas, que apoia crianças e jovens com doenças raras.
"Assim lançamos o convite para virem assistir ao espetáculo e trazerem as vossas crianças adquirindo um bilhete de valor simbólico, decidido por cada um", desafia a companhia. "Cada um dá o que pode, ou até não dê mais nada para além da sua importante presença. A porta está aberta a todos e todos fazem parte desta iniciativa, porque a sociedade deve tratar, cuidar e amar as suas crianças."

14/04/16

dia d, ou talvez o dia p de papelada

Ora agora que estreamos o "conchas" toca a arrumar os papeis, durante alguns dias ficamos "ligados às maquinas" como por brincadeira vamos dizendo.
São formulários papeis, imagens, gráficos, candidaturas e assinaturas, não ainda não terminei emails, e emails e o nosso email que passa a vida a mascarar-se de spam e me consome o juízo... um sem número de coisas que gostamos muito pouco de fazer mas que tem a força que lhes sabemos "andamos aos papeis"!!!

É claro que a organização é fundamental mas um tanto ou quanto de pó e de folhas empilhadas, de folhas amarrotadas também ajudam a criar uma patine envelhecida sobre o trabalho faz parte da poética da coisa.

Ainda falta muito a escrever sobre o "conchas" mas acabei de submeter candidaturas e dossiês, que com o seu limitado numero de caracteres nos obrigam a uma extrerna verificação, da ordem extremista para com o texto, eu queria dizer mais qualquer coisa mas ups, já tenho caracteres a mais é a força do carácter ou do caracter e os dossiers esses limitados a um mega ( 1M) e nos forçam a uma eterna compressão de imagens para que possam ser anexados, não são as grande coisas mas estas piquenas coisinhas que nos arreliam até à medula, Irra!

Já quanto aos textos, com perguntas chavão com perguntas como "perspectivas para o futuro" em 4000 caracteres fazem-me deitar fumo pelas orelhas, é que eu já escrevo de um modo redundante, perco-me, pelas canelhas da escrita e ainda redundo na redundância do que escrevo...e depois verdade seja dita num dia digo, quero alguém que venha aqui e escreva por mim, no outro penso que é preciso estar muito dentro da engrenagem para poder falar sobre ela...

Mas o forno criativo ( e que bela imagem, de uma poética imparável) continua ligado, a minha cabeça parece uma prateleira de caixas cheias,  a deitar fora, acho que os conteúdos por vezes caem de umas caixas para as outras mas nesta sanidade insano tento andar com os papeis para frente. É assim e trabalho eu para o boneco...vou beber um chã!

muitas plataformas

E já passou algum tempo sem atualizações no blog, não que tenhamos andado arredados destas lides, que nos acompanha no facebook sabe que andamos na corrida mais louca do mundo. Mas Bom falta de facto estarmos aqui um pouco menos freneticos do que a plataforma facebook por vezes nos impõem.

Por isso aqui vai a intenção, não que seja uma verdade absoluta de manter o blog atualizado, por vezes parece uma daquelas promessas que fazemos enquanto comemos as passas.

26/10/15

"descobridores" em digressão, um espetáculo para bebés!

Depois de dias muito intensos, regressamos a um acerta tranquilidade, se bem que a s ideias não parem de fervilhar.

A estreia de "descobridores" leva-me em conjunto com a Vânia Kosta a um amplo entendimento da arte teatral para bebés.
Sem dúvida que este é um grande desafio. Os bebés chegam pela mão ou no colos dos pais, é um momento importante, fundamental.
Sente-se uma energia de esperança no ar! Uns momento antes do espetáculo começar os bebés estão desconfiados, aninham-se nos colos e nas saias dos seus pais, mas a pouco e pouco a conversa que se desenrola antes mesmo do espetáculo começar quebra um conjunto de barreiras, instala-se um energia de tranquilidade.
O espaço cénico está ao fundo, no palco e temos de atravessar toda a plateia para lá chegar, mas neste momento cenografia e iluminação criam uma imagem magnifica, o resplandecente ventre materno ao fundo.
Existe por momentos um deslumbramento! Conseguimos já provocar uma mudança de ritmo nos espetadores e ainda não entramos!



Um pouco na dúvida o publico aproxima-se do ventre, vamos entrar, e a entrada é poética calma e tranquila.
Os pais e as crianças acomodam-se, os mais pequenos não irão tirar os olhos de mim até ao final do espetáculo, enquanto os mais crescidos irão entre olhar-se reagindo muitas vezes em grupo.
Durante o espetáculo os pais vão intervindo suavemente, como que a dizer, nós estamos aqui, sente-se dentro do ventre uma grande partilha de afetos.
A narrativa vai-se desenrolando, com distintos estímulos e ritmos.
No final saímos em grupo, conforme entramos e vamos ao encontro da exposição sem perder o estado interior que trazemos do espectáculo e atravessamos o espaço expositivo de um modo mais livre...
Eu saio, sem que haja palmas, sem que dêem conta, sem dizer adeus, eu fui um momento nas suas vidas, e fico contente ao deixar para traz risos e uma alegria contagiante.


30/09/15

Descobridores a poucos dias da estreia!

Um ciclo que se encerra, um outro que se abre.
Faz um ano que embarcamos neste desafio de criarmos um espectáculo para bebés, hoje somos percorridos por esta onda avassaladora da estreia.
Um interlocutor importante foi sem dúvida a Artemrede, parceira deste desafio, criar para bebés, há alguns meses foi-me feita uma entrevista e uma pergunta ficou por responder.
Porquê teatro de marionetas para bebés?

Estamos a nível nacional perseguindo o desafio de promover a marioneta como uma linguagem ampla, veículo de linguagens contemporâneas, emergentes, performativas, fazendo parte da criação artística para o público adulto, desmistificando o seu lugar muitas vezes catalogado de linguagem para a infância.

No entanto o foco absoluto é o de ampliar a sua dinâmica e por isso esta arte é abrangente e serve ao artista como ponto de comunicação indiferenciado o seu espetador.

A Arte que envolve a infância é extraordinariamente aliciante, pois o processo emotivo sobrepõem-se ao processo intelectual, cria-se essa possibilidade, de marcar o carácter do espetador de dialogar emocionalmente.

Os pressupostos são alterados e quando se menciona a arte para bébés, existem várias questões a ser lançadas, e respostas a serem sentidas.

A marioneta é um interlocutor, na sua figura abstrata ou concreta a sua existência para o espetador está na linha ténue de  espaço ficcional, espaço real, o ator marionetista é um ser real e a barreira do espaço cénico inexistente. Trata-se de um diálogo real em constante interação.

A marioneta é um veículo real de apropriação de dinâmicas, ritmos, texturas emocionais muito concreta e direta.

Estamos a poucos dias da estreia, será cada espetaculo um desafio, uma constante procura de conquistar um momento em que a cena se reduz ao momento emocional que se transporta durante o espaço efémero do espetáculo, acreditando que num estagio tão inicial da vida do espetador serão deixadas marcas indeléveis da fruição artística,  do seu valor e caráter vital para o desenvolvimento de cada individuo.


18/09/15

Quem somos em "descobridores"

Quem somos
Filipa Mesquita (1976)
Filipa Mesquita nasceu no Porto em 1976 e é atriz, marionetista, encenadora, produtora e investigadora.
Fez o Curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espetáculo, o Curso de Marionetista pelo Programa de Conservação do Património Cultural e frequentou o curso de Arquitetura pela Faculdade Lusíada e o curso de História da Arte na Faculdade de Letras do Porto.
Tem formação em Serviços Educativos pela entidade Sete Pés e integra a direcção da UNIMA –União Internacional da Marioneta.
Em 1999 fundou o grupo de teatro Corifeu e, em 2002, fundou a Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora, onde trabalha também como diretora artística.
Na área do ensino, é coordenadora da área de Estudos da Marioneta na Escola da Marioneta desde 2012.

Vânia Kosta
Vânia Kosta nasceu em Braga em janeiro de 1980, tendo crescido com máquinas de costura em sua casa. Assim, com os materiais de costura e pintura disponíveis em casa e incentivada a explorar o universo à sua volta, naturalmente foi brincando com estes materiais e recursos da mesma forma como brincava com as bonecas.
Desde muito nova, Vânia Kosta gostava de oferecer às pessoas mais próximas algumas das personagens que fazia com pedacinhos de pano ou com pedacinhos de papel que ia encontrando.
E para se concentrar nesses momentos de criação, escondia-se dos crescidos e, quando dava por terminada a tarefa, corria até eles com um enorme sorriso e o olhar cintilante.

Depois de crescida, continuou a criar e a encantar-se com o sorriso das pessoas que recebiam as suas personagens. Hoje, é num recanto da sua casa-atelier que guarda os instrumentos a que recorre frequentemente para criar com entusiasmo diversas silhuetas de pano. Cosidas à mão ou com a companhia da máquina de costura, a Oliva, de quem nunca se separa. O simples gesto de criar tornou-se na forma de linguagem que encontrou para partilhar um universo salpicado de encanto. Deste universo, todas as personagens abraçam memórias e histórias que de uma forma encantadora nos falam através do seu olhar terno e sonhador.

Ficha Artística e Técnica de Descobridores

FICHA ARTÍSTICA
Criação e Interpretação Filipa Mesquita
Criação Plástica Vânia Kosta
Música de cena Fernando Mota e Rui Rebelo
Estrutura Cenográfica Hugo Ribeiro 

Iluminação de Cena: Hélio Pereira
Apoio à produção Clara Ribeiro 
Apoio à construção enVide neFelibata, Joana Domingos
Adereço José Machado

Coordenação da exposição Vânia Kosta 



CARACTERÍSTICAS DO ESPETÁCULO
Duração Espetáculo aprox. 40 min.
Lotação Máxima 55 lugares (20 bebés + 35 acompanhantes)
Público Alvo bebés (0 aos 2 anos) e crianças (2 aos 5 anos)
Faixa Etária dos 0 aos 5 anos
Género Artístico Teatro de Marionetas
Observações
As sessões devem ser organizadas de acordo com a faixa etária dos participantes:
Bebés (0 aos 2 anos) e crianças (2 aos 5 anos). No caso de irmãos com idades diferentes devem ser colocados na
sessão correspondente ao mais velho.
Depois do espetáculo os pais são convidados a visitarem uma exposição com os seus filhos seguindo o ritmo de cada um.





Razões para fazer "descobridores"

SOBRE O ESPETÁCULO 
“Descobridores” é uma viagem de sensações numa nova terra cheia esperanças, sons, imagens onde todos os dias são uma constante descoberta. O nascimento de um filho 
e os primeiros meses e anos de vida são uma constante descoberta, um encontro com seres, 
hábitos, cheiros, sons, sempre novos. Vamos ao encontro das maternidades das mães símbolo,
Portugal, Brasil, Africa, India, Timor e China, dos seus modos de embalar, de acariciar, de estar com os seus bebés, vamos ao encontro dos seus bebés das suas raízes e tradições, cores, cheiros, brilhos, sons, vamos ao encontro do ser mãe, trazendo elementos destas regiões. 
Em 2004 criámos o primeiro espetáculo para crianças de tenra idade, uma experiência que se foi desenvolvendo e amadurecendo no contacto direto com o público e que está junto das crianças desde essa altura. 

Agora voltamos a olhar para a criação para bebés. Quando começa a sensibilidade artística? Na minha opinião, desde o nascimento…E é aqui que começa uma grande viagem, olhando o mar, olhando a água. Imaginamos que, ao nascer, todos os dias, todos os momentos, são momentos de descoberta, onde cada sensação vai deixando uma leve 
impressão, uma leve marca na nossa forma de ser. 

 A CRIAÇÃO ARTÍSTICA PARA BEBÉS
Mais do que o aplauso, mais do que a crítica, eles olham, escutam, absorvem, interagem, intervêm, espantam-se, zangam-se, riem e às vezes choram. São emoções na flor da sua pele onde nada é o que parece ser e tudo é o que parece!
Nunca ninguém disse que seria fácil, e nunca pensei que o fosse!
Porquê descobridores, porque sim!
Porque acredito na formação de públicos, porque acredito nas capacidades e competências dos espectadores.
Porque fui mãe, porque sou mãe, porque não vivo sem criar. Porque o que me rodeia me inspira.
Porque me fascina criar para o jovem público. Porque me delicia a sua reacção, o seu olhar a sua espontaneidade.
Porque a minha técnica de trabalho por vezes está tão próxima do brincar, no símbolo, no objecto no lidar com a realidade.
Por tudo isto e muito mais, faz muito sentido ir à descoberta!

 O UNIVERSO PLÁSTICO
Interessava-me trabalhar o tecido neste projecto, porque o tecido é confortável, moldável, maleável, manipulável, porque me lembra as bonecas de pano e os fantoches, porque é uma matéria diversa e múltipla nas texturas, cores possibilidades e potencialidades.
Conheci à alguns anos a artesã|artista plástica Vânia Kosta e senti que havia no seu universo criativo todas as características que me conduziam a esta exploração.
Porque o seu olhar é sensível, as suas mãos delicadas, o seu pensamento poético e a sua criação apaixonada.
Esta ideia germinava à medida que a minha barriga ia crescendo.
















Musicas estrutura provisória "descobridores"

MUSICA EXPOSIÇÃO

01 SONHO, EMBALAR DAS ONDAS, VIAGEM PELAS CULTURAS

MUSICA ESPETÁCULO
01 - ENTRADA
02 - PORTUGAL - MUSICA DOS ABRAÇOS
03 - O GATO E BITÓRIA
04 - O MAR
05 - O BRASIL TERRA
06 - CANÇÃO DAS MÃOS
07 - PASSARO MAR
08 - EMBONDEIRO, TERRA
09 - JOGO
10 - MAR DE BRINCADEIRA, AS ESFERAS
11 - INDIA, PES MÃOS ZEN
12 - MAR DA TRANQUILIDADE
13 - DRAGAO DO CAOS
14 - ING-IANG
15 - NOITE
16 - SAIDA DO SONHO 

Guião provisório Descobridores

Descobridores
Estrutura do espectáculo


Inicio

No átrio da entrada do teatro, fora do espaço cénico.
MUSICA(som da praia, pequenas ondas a chegada, o cuidado ao embalar)
Embalar
Deambular com o bébé (marioneta, fantoche) pelo espaço, mãe que embala o bébé,

DIÁLOGO
A Mãe começa por falar calmamente aos pais e aos bebés.
Conversa com pais, calma saborear, sem pressa o espaço
Mãe    Entre o espectáculo e o nascer, entre aprender, pai, mãe, filho, filha, eu o outro.
Partilharmos este momento em conjunto.
Vamos fazer uma viagem, ela já começou, no momento em que eles apareceram nas nossas vidas.
- se tiverem de sair saem e voltam a entrar
É pedido aos adultos e jovens que retirem os sapatos
MUSICA Som de tranquilidade, mar, embalar, sonho, mãe, bebe ao colo, agua,
ENTRADA
Mãe entra primeiro, Dorme a bebé Bitória, a mãe está sentada no chão embalando e observando o espaço que a rodeia, a bebé dorme.
Entrada dos bèbés e de seus pais, Chegam ao colo os bebés ou pela mão dos seus pais.
MUSICA a mãe canta a musica de embalar a Bitória num acordar calmo suave e tranquilo
A mãe dá abraço
Com o braço
O braço que abraço
Um abraço
Dentro dos braços
Abraços
Nos teus braços


A primeira criança, acordar, sons, ser embalada, acariciada, abraçada.
Sons e não palavras, gestos.
MUSICA terra, menina
ESPAÇO
O ventre, tenda, iglo, geodésico, barriga, céu, cúpula
Luz controlada, ambientes azuis,
MUSICA sons de mar agua, ondas, mar rio regato ribeiro, fonte, gotas,
Atravessam uma porta que terá texturas e transparências.
PORTA DA VIAGEM define a entrada
VIAGEM DOS DESCOBRIDORES
Os pais com bebés sentam-se dentro da estrutura cenográfica no chão, os restantes pais em bancos na cenografia,
O momento de chegada deve ser saboreado com se fora o embalar.

CENA 2
A mãe está no espaço. Embala e observa O seu figurino, como se fosse uma suave manta de retalhos, uma mãe terra, uma mulher árvore, uma mãe de àgua.
Este momento remete para a agua, para o ventre materno, o mais tranquilo, calmo
MUSICA sussurrado, embala a agua, os braços o som do mar.
O espaço cénico é um mundo|ilha| terra|mar. Vemos, cores texturas e elevações, montanhas e mar dispostos de modo a que se faça semi círculo.
MUSICA O som do mar|agua, aguas constante ao longo do espectáculo.
Por cima do público a copa da noite, alguns mobiles|objetos, estrelas, mundos aéreos desta viagem. Os círculos presentes
O ACORDAR
O espectáculo começa com o acordar da bébé bitoria contacto com a mãe
É o bebé Portugal a menina Bitória,
Há um gato, com ela vem também um gato, já lá estava.
MUSICA musica do gato
Miau fu miau
Acorda, mãe jogo, gato, galinhas, suave calmo, do chão para cima, do centro para trás.
É a menina do contacto dos afagos e dos mimos, a mães dos abraços e dos braços, a mãe. Mãe e bebé.
Mama
O GATO
O gato, o animal, o instinto, o olhar é dirigido para fora desta família, a menina não vê o publico. Mãe, menina gato.
Os três viajam, mar… o gato tem medo da agua.
A menina gosta dos afagos do gato. O gato leva-a à descoberta,

CENA 03
Nasce BrasiLIS
MUSICA mo mar do Brasil, samba.
Lis canta
A mão da mãe na minha mão
A mãe dá a mão
A minha mão na mãe
Em mim a mão da mãe
A mãe dá a mão
Dá a mão, mãe
A mão na mãe
A mãe dá a mão
É minha a mão
É minha a mãe
A mão da minha mãe

O samba a festa, as ondas, a mãe que acompanha, a mãe grande
O mar abre-se, tecido e a viagem continua,
O mar é um regresso a um estado de tranquilidade.
Surge o brasil a bebé brasil, a dança, as interrogações, a descoberta, aberto, a dança, o pássaro, a mãe baiana, o calor, o samba, a mãe aberta, ampla e grande, a mae popular.
Popular, festa. Passaro a voar, viagem, as mãos.
A mão da mãe, a minha mae, a mae tem mao, é minha a mão a mae e minha, a mae dá a mão. A mão da mae na minha.
Espaço, vertical, o passaro voa para fora do circulo, território

CENA 4
O mar abre-se e a viagem continua,
O mar é um regresso a um estado de tranquilidade.
O mar leva ao chão a terra.
CENA 5
Nasce rapaz africa
Uma dança que vai para o chão, de onde sai o menino da terra, o menino mãe trabalho. O brincar, a dança chão, a terra a terra. Menino que nasce das raízes.
Mãe que carrega menino. Menino brinca. Menino negro.
Cresce a arvore, estrutura de cenário que cresce do chão para o topo, o embondeiro em tecido, mae abraça a arvore. O menino brinca com as raízes.
A menino foge da mãe, em jogo, a mãe jogo com o filho.

CENA 6
O mar abre-se e a viagem continua,
O mar é um regresso a um estado de tranquilidade.

CENA 7
Nasce Timor
O bebé Timor, nasce da arvore, do menino de Africa da terra para o jogo, para a dinâmica intensa de brincadeira, do vai e vem da partida e do jogo.
Os bebés Timor e Africa jogam juntos. Com galhos com arvore com mãos.
MUSICA Timor – A cor, a canção de jogar, a lenga lenga  aparece o crocodilo o crocodilo é bola de brincar.
Jogo de fantoches
Mae fica zangada, meninos querem sair.
CENA 8
O mar abre-se e a viagem continua,
O mar é um regresso a um estado de tranquilidade.

CENA 9
India – os panos de cor, as cores, o elefante, os sinos, as moedas das saias…
Transparências..
O bebé India, as mãos, a pausa a tranquilidade o zen, o movimento de harmonia entre bebé e mãe.
A mae tem maõs e pés, os pes danças, os panos flutuam e aparece o elefante, o menino paira no ar leve, sai da ilha pousa os seus pes no chão.
Os panos atravessam as cabeças dos meninos do publico.
MUSICA Musica da mae, mantra, respirada, agua da trmba do elefante, paira, guizos nos pés dança dos pés e das mãos.

CENA 10
O mar e o ceu… Começa a anoitecer.

Cena 11
A verticalidade de Macau
Macau, o caminhar a respiração, a concentração, tai-chi
O movimento do caos do dragão, o ing e o iang
Aparecem as sombras, o dragão chines, a sombra chinesa. O dragao é animal o caos a desordem, a cor a força e a intensidade.
MUSICA contraponto entre os sons do dragão que lhe dão o movimento ( ver dança do dragão) e a menina que o acalma e nos acalma.
De dentro dele nasce Macau a menina serena, calma e tranquila, jogo de ambos.
Leva a menina a voar pelo espaço. É noite, mobiles.

Cena 12
O mar abre-se e a viagem continua,
O mar é um regresso a um estado de tranquilidade.

Cena 13
De regresso a Portugal
A noite, o embalar, A canção sonho
O sonho, espaço onírico de mar, viagem, final com ritual de saída…
Aparece bitória
O ceu enche-se de estrelas, é noite, embalamos os bebés, o obejtivo é conseguir que eles fiquem num estado de contemplação (quem sabe se algum seria capaz de dormir)
MUSICA canção de embalar, não há fim a mãe sai e leva os pais consigo num estado de calma interior.
Cena 14
A saída
A intenção é a de viajar ao longo destes territórios dando algumas música e algumas ambiências de cada um formas e modos como as mães lidam com os seus bebés, modos de embalar, modos de cantar canções de embalar. modos de viajar, de aconchegar…
A intenção é a de solicitar aos pais presentes o apoio ao longo do espectáculo, dos seus pés e das suas mãos, mãos que abraçam, pés que são bonecos, mãos que acariciam, mãos que afagam, e afastam, mãos que manipulam.
Um último momento será a noite, as estrelas, o embalar como se fora uma viagem de barco nos abraços dos pais.

Cena 15
A exposição
MUSICA som do mar 1,2,3
1 Expositor 1 – túnel menina de Portugal e brasil partilham do espaço
2 Expositor 2 – Túnel oriente e india
3 (este expositor tem a forma de um parque para bebés convidando o público a deitar e olhar para o teto do expositor onde estará a noite) seria interessante integrar sons dentro do tapete do chão e das almofadas, histórias???