19/01/15

Quem pensa que o Janeiro é um mês calmo desengane-se!

Ora cá estamos nós no novo ano.
Vida de artista é complicada! serve-nos o chavão, Dezembro levou-nos numa corrida louca em digressão por teatros e escolas.
Agora sentamo-os ao computador e em reuniões para garantir que 2015 cresce com o nosso trabalho.
Depois do choque refeito, começam a sair ideias e propostas e muitas teclas batidas, marteladas e por vezes espancadas, tamanho é o trabalho!
Resmas de letras, elas são resmas de letras que se encavalitam à espera dentro da cabeça á espera de serem tecladas.

Mas na oficina já cozinha uma nova criação para mais uma parceria com os Serviços Educativos...adp? para já é mais ou menos secreto... ficam as imagens para abrir o apetite!


18/08/14

Começamos a criação de "capucha vermelha"



Capucha vermelha segue a mesma linha de pensamento apresentadas em “casa dos ventos” com estreia em 2011 e “adormecida” com estreia em 2012 no âmbito da capital europeia da cultura em Guimarães.
Se nas criações anteriores se pondera sobre as vivências em extinção, padrões de trabalho sociais colectivos que desapareceram ou entraram em total declínio, e se reflecte sobre o olhar urbano perante essas perdas sociais, reflexo de uma vivência rural de tecnologia artesanal que perdeu o seu lado utilitário, ainda domínio e presente no conhecimento directo de muitos homens e mulheres que habitam os  mesmos espaços rurais, em capucha a moralização é distante e afastada, é antes o olhar inverso.
Em capucha vermelha existiram premissas que deram origem às opções dramatúrgicas do espectáculo. Premissas que invertem o processo de aproximação anterior. Aqui não vamos criar o ponto de equilibro entre o rural e o urbano, o tradicional e o contemporâneo, vamos antes constatar os desequilíbrios e torna-los excessivos, marcar a sua presença.
Capucha vermelha vai buscar ao conto tradicional fixado por Perrault e depois adaptado pelos irmãos Grimm a essência de uma viagem de amadurecimento, de confronto com os medos.
Sendo que o espectáculo pretende caminhar num universo de símbolos, ponderámos que seria importante por parte do espectador estar à partida ciente da narrativa primordial, ainda que afectada pelas sucessivas e excessivas moralizações.
Assim uma mãe envia a sua filha em direcção à avô, que durante o percurso trava conhecimento com o lobo que ataca a avó para depois tentar atacar a filha, sendo que ambas serão salvas pelo caçador.
Não será desta forma que será feita a aproximação, mas antes rechear de carga simbólica cada um dos elementos.
A mãe, urbana, reflexo da mulher mãe, da mulher social, da mulher trabalhadora, da amante, da cuidadora, da trabalhadora, num corrupio de tarefas e funções.
A criação “adormecida” levou através dos apoios à internacionalização a companhia até Macau, e ali marcadamente duas faces se apresentam, a indubitável presença portuguesa e marcadamente a falta de espaço quer de habitação quer espaços arborizados… é neste segundo elemento que nos inspiramos para definir a cidade..
A capucha,é a criança que ao longo do espectáculo se torna mulher. Capucha é uma viajante, viaja no espaço da cidade, viaja entre a cidade e o campo, viaja no campo, viaja em pensamentos, desejos, esperanças e espectativas, viaja pelo mundo. O que desencadeia esta viagem será o conceito de libertação. Um ponto de comparação com a situação de muitos jovens em portugal, partir á descoberta, partir para mais conhecimento, partir para uma vida melhor, na verdade a intenção é a da partida, mas ao de leve falamos das muitas partidas que nos rodeiam.
No percurso existem 2 personagens, a lagarta e António lobo.
A lagarta desenraizada de um outro conto “ alice” de Louis Carrol é uma figura enigmática que fala a capucha de um mundo idílico, maravilhoso, fala-lhe de utopia, fala-lhe em esperanto, enquanto o ar se torna inebriante, do odor do seu cachimbo. A lagarta representa o mundo do sonho, do embelezamento da realidade, de uma certa inocência intencional, talvez inconsciência numa apatia que a leva a nunca mudar. Na lagarta habita uma realidade inventada. Ao longo do espectáculo a lagarta caminha entre dois estados o de puro deleite e o de negação e alienação.
António lobo é o próprio lobo, enganador, perverso, arrogante, desequilibrado…este personagem reflecte em exagero os nossos medos, sobre ele recaem males que queremos expurgar. António é um jovem, que vê em capucha uma oportunidade…ao longo do espectáculo pouco ou nada muda nele, ele é uma personagem linear.
A avó é uma mulher que habita o espaço rural, criamos uma mulher mais velha dinâmica, moderna, tecnológica, capaz de se auto defender, que habita o espaço rural por paixão e opção.
É nesta figura da avó que nos deixamos levar pela ideia do espaço rural reinventado. Uma mulher que depois de ter apreendido o mundo escolheu, pôde escolher. Que se deixou contagiar pelo universo tecnológico recriando ideias, espaços virtuais, reinterpretando o universo rural à sua medida. Uma quase obsessiva noção de controlo pessoal e controle de segurança.
O lobo enfrenta a avó e consegue que esta desapareça tentando iludir capucha, mas a avó vem acompanhada. Guardas e repórteres levam a melhor sobre lobo, que feito prisioneiro, é capa de jornal por instantes!
Capucha parte à procura do seu próprio equilíbrio…ela não fica mas continua a sua viagem!
O espectáculo tem por objectivo ser intenso, plasticamente, pontuado pela simbologia da cor.
O recurso as marionetas será feito através das figuras de capucha, a lagarta, o lobo.
A mãe e avó serão a mesma actriz através de adereços e na qualidade de movimento.

Os guardas e os repórteres serão figuras virtuais presentes em projecções vídeo elaboradas através de cinema de animação.

13/07/14

"a breve história de Portugal" estreia em Agosto



"a breve história de Portugal"
De 1 a 10 de Agosto
Santa Maria da Feira
Viagem Medieval

sinopse
espectáculo satírico jocoso que retrata a vida de D. Sancho II, D. Afonso II, D. Sancho I e D. Afonso Henriques na visão crítica dos jograis e bobos da corte.

espectáculo
A carroça, é também o palco móvel destes actores do rei que de espaço em espaço, de feira em feira, de terra em terra, aí habitam e aí partilham o seu espaço de representação, numa reconstituição dos primeiros teatros itinerantes medievais.



Texto e direcção artística
Filipa Mesquita

Direcção plástica
cenografia e marionetas
enVide neFelibata

Interpretação
Fábio Alves
Filipa Mesquita
Joana Domingos
Luís Almeida

Apoio à construção
Joana Domingos

Apoio à criação
Clara Ribeiro


09/06/14

Seviço Educativo em Esposende

Da colaboração entre o Centro de Educação Ambiental de Esposende e do Teatro e Marionetas de Mandrágora é criado sob a forma de um espectáculo de marionetas, uma ferramenta lúdica mas acima de tudo pedagógica, que aproxima o público mais jovem da abordagem à temática de grande importância na instituição, o ciclo do pão.
O Teatro e Marionetas de Mandrágora é já desde 2003 um parceiro da Esposende Ambiente que através da marioneta encontra também uma ferramenta de diálogo com os seus públicos.
O programa de Teatros de Marionetas nas Instituições, está amplamente difundido a nível nacional contando com Instituições como o Museu Machado de Castro em Coimbra, o Museu de Alberto Sampaio em Guimarães, o Centro de Estudos Camilianos em Famalicão, o Museu Etnográfico na Póvoa de varzim, O Castelo dos Condes em Ansião, O Mosteiro de Tibães em Braga, entre outros, espaços dotados de ferramentas pedagógicas que visam a aproximação entre a Instituição e os seus visitantes.