24/08/14
18/08/14
Começamos a criação de "capucha vermelha"
Capucha vermelha segue a mesma
linha de pensamento apresentadas em “casa dos ventos” com estreia em 2011 e
“adormecida” com estreia em 2012 no âmbito da capital europeia da cultura em
Guimarães.
Se nas criações anteriores se
pondera sobre as vivências em extinção, padrões de trabalho sociais colectivos
que desapareceram ou entraram em total declínio, e se reflecte sobre o olhar
urbano perante essas perdas sociais, reflexo de uma vivência rural de
tecnologia artesanal que perdeu o seu lado utilitário, ainda domínio e presente
no conhecimento directo de muitos homens e mulheres que habitam os mesmos espaços rurais, em capucha a
moralização é distante e afastada, é antes o olhar inverso.
Em capucha vermelha existiram
premissas que deram origem às opções dramatúrgicas do espectáculo. Premissas
que invertem o processo de aproximação anterior. Aqui não vamos criar o ponto
de equilibro entre o rural e o urbano, o tradicional e o contemporâneo, vamos
antes constatar os desequilíbrios e torna-los excessivos, marcar a sua
presença.
Capucha vermelha vai buscar ao
conto tradicional fixado por Perrault e depois adaptado pelos irmãos Grimm a
essência de uma viagem de amadurecimento, de confronto com os medos.
Sendo que o espectáculo pretende
caminhar num universo de símbolos, ponderámos que seria importante por parte do
espectador estar à partida ciente da narrativa primordial, ainda que afectada
pelas sucessivas e excessivas moralizações.
Assim uma mãe envia a sua filha
em direcção à avô, que durante o percurso trava conhecimento com o lobo que
ataca a avó para depois tentar atacar a filha, sendo que ambas serão salvas
pelo caçador.
Não será desta forma que será
feita a aproximação, mas antes rechear de carga simbólica cada um dos
elementos.
A mãe, urbana, reflexo da mulher
mãe, da mulher social, da mulher trabalhadora, da amante, da cuidadora, da
trabalhadora, num corrupio de tarefas e funções.
A criação “adormecida” levou
através dos apoios à internacionalização a companhia até Macau, e ali
marcadamente duas faces se apresentam, a indubitável presença portuguesa e
marcadamente a falta de espaço quer de habitação quer espaços arborizados… é
neste segundo elemento que nos inspiramos para definir a cidade..
A capucha,é a criança que ao
longo do espectáculo se torna mulher. Capucha é uma viajante, viaja no espaço
da cidade, viaja entre a cidade e o campo, viaja no campo, viaja em
pensamentos, desejos, esperanças e espectativas, viaja pelo mundo. O que
desencadeia esta viagem será o conceito de libertação. Um ponto de comparação
com a situação de muitos jovens em portugal, partir á descoberta, partir para
mais conhecimento, partir para uma vida melhor, na verdade a intenção é a da
partida, mas ao de leve falamos das muitas partidas que nos rodeiam.
No percurso existem 2
personagens, a lagarta e António lobo.
A lagarta desenraizada de um
outro conto “ alice” de Louis Carrol é uma figura enigmática que fala a capucha
de um mundo idílico, maravilhoso, fala-lhe de utopia, fala-lhe em esperanto,
enquanto o ar se torna inebriante, do odor do seu cachimbo. A lagarta
representa o mundo do sonho, do embelezamento da realidade, de uma certa
inocência intencional, talvez inconsciência numa apatia que a leva a nunca
mudar. Na lagarta habita uma realidade inventada. Ao longo do espectáculo a
lagarta caminha entre dois estados o de puro deleite e o de negação e
alienação.
António lobo é o próprio lobo,
enganador, perverso, arrogante, desequilibrado…este personagem reflecte em
exagero os nossos medos, sobre ele recaem males que queremos expurgar. António
é um jovem, que vê em capucha uma oportunidade…ao longo do espectáculo pouco ou
nada muda nele, ele é uma personagem linear.
A avó é uma mulher que habita o
espaço rural, criamos uma mulher mais velha dinâmica, moderna, tecnológica,
capaz de se auto defender, que habita o espaço rural por paixão e opção.
É nesta figura da avó que nos
deixamos levar pela ideia do espaço rural reinventado. Uma mulher que depois de
ter apreendido o mundo escolheu, pôde escolher. Que se deixou contagiar pelo
universo tecnológico recriando ideias, espaços virtuais, reinterpretando o
universo rural à sua medida. Uma quase obsessiva noção de controlo pessoal e
controle de segurança.
O lobo enfrenta a avó e consegue
que esta desapareça tentando iludir capucha, mas a avó vem acompanhada. Guardas
e repórteres levam a melhor sobre lobo, que feito prisioneiro, é capa de jornal
por instantes!
Capucha parte à procura do seu
próprio equilíbrio…ela não fica mas continua a sua viagem!
O espectáculo tem por objectivo
ser intenso, plasticamente, pontuado pela simbologia da cor.
O recurso as marionetas será
feito através das figuras de capucha, a lagarta, o lobo.
A mãe e avó serão a mesma actriz
através de adereços e na qualidade de movimento.
Os guardas e os repórteres serão
figuras virtuais presentes em projecções vídeo elaboradas através de cinema de
animação.
13/07/14
"a breve história de Portugal" estreia em Agosto
"a breve história de Portugal"
De 1 a 10 de Agosto
Santa Maria da Feira
Viagem Medieval
sinopse
espectáculo satírico jocoso que retrata a vida de D. Sancho II, D. Afonso II, D.
Sancho I e D. Afonso Henriques na visão crítica dos jograis e bobos da corte.
espectáculo
A carroça, é também o palco móvel destes actores do rei que de espaço em espaço, de feira em feira, de terra em terra, aí habitam e aí partilham o seu espaço de representação, numa reconstituição dos primeiros teatros itinerantes medievais.
Texto e direcção artística
Filipa Mesquita
Direcção plástica
cenografia e marionetas
enVide neFelibata
Interpretação
Fábio Alves
Filipa Mesquita
Joana
Domingos
Luís
Almeida
Apoio à construção
Joana DomingosApoio à criação
Clara Ribeiro
04/07/14
09/06/14
Seviço Educativo em Esposende
Da colaboração entre o Centro de Educação Ambiental de Esposende e do Teatro e Marionetas de Mandrágora é criado sob a forma de um espectáculo de marionetas, uma ferramenta lúdica mas acima de tudo pedagógica, que aproxima o público mais jovem da abordagem à temática de grande importância na instituição, o ciclo do pão.
O Teatro e Marionetas de Mandrágora é já desde 2003 um parceiro da Esposende Ambiente que através da marioneta encontra também uma ferramenta de diálogo com os seus públicos.
O programa de Teatros de Marionetas nas Instituições, está amplamente difundido a nível nacional contando com Instituições como o Museu Machado de Castro em Coimbra, o Museu de Alberto Sampaio em Guimarães, o Centro de Estudos Camilianos em Famalicão, o Museu Etnográfico na Póvoa de varzim, O Castelo dos Condes em Ansião, O Mosteiro de Tibães em Braga, entre outros, espaços dotados de ferramentas pedagógicas que visam a aproximação entre a Instituição e os seus visitantes.
O Teatro e Marionetas de Mandrágora é já desde 2003 um parceiro da Esposende Ambiente que através da marioneta encontra também uma ferramenta de diálogo com os seus públicos.
O programa de Teatros de Marionetas nas Instituições, está amplamente difundido a nível nacional contando com Instituições como o Museu Machado de Castro em Coimbra, o Museu de Alberto Sampaio em Guimarães, o Centro de Estudos Camilianos em Famalicão, o Museu Etnográfico na Póvoa de varzim, O Castelo dos Condes em Ansião, O Mosteiro de Tibães em Braga, entre outros, espaços dotados de ferramentas pedagógicas que visam a aproximação entre a Instituição e os seus visitantes.
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