19/04/11
18/04/11
Queima do Judas! Vila do Conde!
… E EIS QUE O POVO SE UNE EM MANIFESTAÇÃO E LEVA O JUDAS À FOGUEIRA!
“Era uma vez um tempo antigo, difícil e escuro, onde as gentes dobradas pela vida dura viviam atormentadas por um Judas invernoso, que não poupava ninguém. Um dia, a Primavera floresce das trevas. É Ostera, mãe da Liberdade. Traz ao povo a esperança! O Judas, qual rei tirano… apaixona-se pela irrealizável divindade! Mas poder e dinheiro não compram amor e Ostera transporta em si o legado de inventar todas as Primaveras da história e para sempre inspirar a Liberdade. De revolução em revolução, o povo leva o Judas à fogueira que, de coração partido e raiva redobrada, exige um testamento e deixa a mais pesada herança: que fique o povo com a sua amada, Ostera, a Liberdade, mas que fique também com a responsabilidade maior de saber o que fazer com ela”.
Queima do Judas = 23 de Abril
22h30 = início do espectáculo no Monte de Santa Clara
00h = leitura do Testamento do Judas + Queima do Judas
INFORMAÇÕES:
16/04/11
Casa dos Ventos
Decorreu no passado dia 10 de Abril, a tão desejada visita ao moinho de Bom Sucesso, na Figueira da Foz. Toda a equipa que está a trabalhar em prol desta criação teatral, com estreia marcada para o dia 19 de Março se reuniu em torno deste tão caracteristico moinho português.
Foi uma excelente oportunidade para falar sobre o nosso património, de como a nosso sociedade avançou e o que ficou para trás que mereça ser resgatado. Aqui fica o exemplo, do moinho, recuperado pela Junta de Freguesia de Bom Sucesso, cujo presidente amávelmente nos acolheu, e colocou à nossa disposição.Da passagem por Bom Sucesso refira-se ainda a visita ao moinho do Sr. Licínio, a conversa com o Sr. Júlio, moleiro.
Foi uma excelente oportunidade para falar sobre o nosso património, de como a nosso sociedade avançou e o que ficou para trás que mereça ser resgatado. Aqui fica o exemplo, do moinho, recuperado pela Junta de Freguesia de Bom Sucesso, cujo presidente amávelmente nos acolheu, e colocou à nossa disposição.Da passagem por Bom Sucesso refira-se ainda a visita ao moinho do Sr. Licínio, a conversa com o Sr. Júlio, moleiro.
12/04/11
11/04/11
06/04/11
Dia de Moinhos - 7 e 10 de Abril
No próximo dia 10 de Abril, no âmbito do Dia Nacional dos Moinhos que se assinala a 7 de Abril, terá lugar pelo quinto ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal, organização da Rede Portuguesa de Moinhos.
Pretende-se mais uma vez chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Esta iniciativa contará com grande divulgação e participação a nível nacional, pelo que nesse dia estarão abertos mais de uma centena de moinhos em todo o país.
Nesse sentido, no dia 10 de Abril, a equipa de projecto da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora efectuará uma visita aos moinhos giratórios tipo gandarez da freguesia de Bom Sucesso, concelho da Figueira da Foz, a fim de conhecerem este tipo de moinho que será a cenografia principal de peça "Casa dos Ventos", em fase de criação e a estrear a 19 de Novembro.
O início da visita está previsto para as 15:00 horas, englobando o moinho da Junta de Freguesia e o moinho de Morros, este último com a colaboração do seu proprietário Sr. Licínio Andrade. Caso as condições atmosféricas o permitam (vento), durante a visita os dois moinhos estarão em actividade (moagem). Após a visita aos moinhos, terá lugar uma reunião de trabalho da equipa de projecto da Companhia de Teatro Marionetas de Mandrágora, a qual terá lugar em instalações a disponibilizar pela Junta de Freguesia local. Fim da visita e actividades prevista para as 18:00 horas.
Esta visita tem o apoio da Junta de Freguesia do Bom Sucesso e da Rede Portuguesa de Moinhos, sendo que durante a mesma os moinhos também estarão abertos ao público em geral.
Armando Carvalho Ferreira
Rede Portuguesa de Moinhos
Filipa Mesquita
Pretende-se mais uma vez chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Esta iniciativa contará com grande divulgação e participação a nível nacional, pelo que nesse dia estarão abertos mais de uma centena de moinhos em todo o país.
Nesse sentido, no dia 10 de Abril, a equipa de projecto da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora efectuará uma visita aos moinhos giratórios tipo gandarez da freguesia de Bom Sucesso, concelho da Figueira da Foz, a fim de conhecerem este tipo de moinho que será a cenografia principal de peça "Casa dos Ventos", em fase de criação e a estrear a 19 de Novembro.
O início da visita está previsto para as 15:00 horas, englobando o moinho da Junta de Freguesia e o moinho de Morros, este último com a colaboração do seu proprietário Sr. Licínio Andrade. Caso as condições atmosféricas o permitam (vento), durante a visita os dois moinhos estarão em actividade (moagem). Após a visita aos moinhos, terá lugar uma reunião de trabalho da equipa de projecto da Companhia de Teatro Marionetas de Mandrágora, a qual terá lugar em instalações a disponibilizar pela Junta de Freguesia local. Fim da visita e actividades prevista para as 18:00 horas.
Esta visita tem o apoio da Junta de Freguesia do Bom Sucesso e da Rede Portuguesa de Moinhos, sendo que durante a mesma os moinhos também estarão abertos ao público em geral.
Armando Carvalho Ferreira
Rede Portuguesa de Moinhos
Filipa Mesquita
Teatro e Marionetas de Mandrágora
05/04/11
Mãos de sal em ensaios!
Mesmo em Frente ao FACE, em Espinho, local onde estamos sediados, está a praia. Todos os dias chegam os barcos e é grande a azafama, na compra e venda de peixe.
Durante alguns dias tivemos a oportunidade de falar com os pescadores, gente de mãos agrestes e grande vontade de falar da sua dura vidade de viver de e para o mar.
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| TIdalia uma das mulheres vareiras de Espinho, que gentilmente falou conosco da sua vida de e para o mar. |
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| Manhã em espinho |
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| Manhã em Espinho |
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| Manhã em Espinho |
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| Cartaz do espectáculo - criação enVide neFelibata |
Não percam todo o processo em http://www.maosdesal.marionetasmandragora.com/
Uma criação para os serviços educativos de Clara Ribeiro
03/04/11
De 6 a 10 de Abril
Data: 6 de Abril
Iniciativa "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h e 11h30
Local: Outeiro
Maiores de 4 anos
Data:8 de Abril
Iniciativa: "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h
Local: Cine Teatro de Gouveia
Programa Culrede
Maiores de 4 anos
Data 9 de Abril
Iniciativa: ateliês "Histórias com sombra"
Horário : 14h e 17h
Local Biblioteca municipal manuel da Fonseca
Santiago do Cacém
Data: 10 de Abril
Iniciativa: Dia dos Moinhos Abertos
Horário: 15h
Local: Bom Sucesso - Figueira da Foz
Criação "casa dos ventos"
Aberto ao público em Geral
Não percam a exposição das Marionetas de Mandrágora
Esperamos ver o público acorrer ao FACE para visitar esta exposição,. A Companhia agradece toda a amabilidade que a Câmara Municipal de Espinho teve para com o apoio na sua promoção, quer pela presença na Inauguração. Estes são os primeiros dias da exposição, esperamos que muitos acorram à mesma e observem muito do que tem sido o projecto teatral que a Companhia vem a desenvolver ao longo destes 9 anos. Os nossos agradecimentos.
01/04/11
Voto na Matéria
Em vésperas da cerimónia de tomada de posse do Presidente da Republica, a Reportagem TSF foi saber com que linhas se escreve a democracia nas freguesias mais pequenas. Em Portugal há 135 freguesias com menos de 150 eleitores. Nestas terras, cada vez mais ameaçadas pela desertificação e pelo envelhecimento, as decisões são tomadas em plenário de cidadãos. Podem ser poucos mas sabem que tem uma palavra a dizer. Podem viver longe das grandes cidades, mas sabem que também têm voto na matéria. «Voto na Matéria» é uma grande reportagem de Rita Costa com sonoplastia de Luís Borges.
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1798100
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1798100
31/03/11
28/03/11
Abril Actividades Programadas
Data: 2 de abril
Iniciativa: Inauguração da Exposição Marionetas de Mandrágora
Comemoração do 9 anos da companhia
Horário: todo o dia | 20h00
Local: Fórum de Arte e Cultura de Espinho
Entrada: Livre| actividades sujeitas a marcação
Apoio: Câmara Municipal de Espinho
Data: 2 de Abril
Iniciativa: Construção de Marionetas de Esponja
Horário: 9h30 - 17h30
Local: Aveiro
Formação a decorrer
Creditada para professores de EVT
Parceiro APEVT
Data: 6 de Abril
Iniciativa "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h e 11h30
Local: Outeiro
Maiores de 4 anos
Data:8 de Abril
Iniciativa: "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h
Local: Cine Teatro de Gouveia
Programa Culrede
Maiores de 4 anos
Data 9 de Abril
Iniciativa: ateliês "Histórias com sombra"
Horário : 14h e 17h
Local Biblioteca municipal manuel da Fonseca
Santiago do Cacém
Programa Cultrede
Data: 10 de Abril
Iniciativa: Dia dos Moinhos Abertos
Horário: 15h
Local: Bom Sucesso - Figueira da Foz
Criação "casa dos ventos"
Aberto ao público em Geral
Data: 14 de Abril
Iniciativa: "FUNIL" de Clara Ribeiro
Horário: 21h30
Local: Teatro Miguel Franco - Leiria
Programa Culrede
Maiores de 16 anos
Data: 18 a 22 de Abril
Iniciativa: Workshop de Construção - "Queima de Judas"
Horário: 14h30 - 18h30
Local: Armazéns do Rancho da Praça - Vila do Conde
Aberto ao público em geral
Dia 23 de Abril
Iniciativa: Queima do Judas de Vila do Conde
Horário: 22h30
Local: junto ao Mosteiro de Santa Clara
Entidade promotora: Nuvem Voadora
Data: 26, 27, 28, 29 de Abril
Iniciativa: workshop Esponja - Construção de Marionetas
Horário: 9h - 13h
Local: Escola Secundária Rocha Peixoto
Data: 29 de Abril
Iniciativa: "FUNIL" de Clara Ribeiro
Horário: 21h30
Local: Auditório de Espinho
Maiores de 16 anos
Iniciativa: Inauguração da Exposição Marionetas de Mandrágora
Comemoração do 9 anos da companhia
Horário: todo o dia | 20h00
Local: Fórum de Arte e Cultura de Espinho
Entrada: Livre| actividades sujeitas a marcação
Apoio: Câmara Municipal de Espinho
Data: 2 de Abril
Iniciativa: Construção de Marionetas de Esponja
Horário: 9h30 - 17h30
Local: Aveiro
Formação a decorrer
Creditada para professores de EVT
Parceiro APEVT
Data: 6 de Abril
Iniciativa "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h e 11h30
Local: Outeiro
Maiores de 4 anos
Data:8 de Abril
Iniciativa: "Bzzzoira moira" criação de Filipa Mesquita
Horário: 10h
Local: Cine Teatro de Gouveia
Programa Culrede
Maiores de 4 anos
Data 9 de Abril
Iniciativa: ateliês "Histórias com sombra"
Horário : 14h e 17h
Local Biblioteca municipal manuel da Fonseca
Santiago do Cacém
Programa Cultrede
Data: 10 de Abril
Iniciativa: Dia dos Moinhos Abertos
Horário: 15h
Local: Bom Sucesso - Figueira da Foz
Criação "casa dos ventos"
Aberto ao público em Geral
Data: 14 de Abril
Iniciativa: "FUNIL" de Clara Ribeiro
Horário: 21h30
Local: Teatro Miguel Franco - Leiria
Programa Culrede
Maiores de 16 anos
Data: 18 a 22 de Abril
Iniciativa: Workshop de Construção - "Queima de Judas"
Horário: 14h30 - 18h30
Local: Armazéns do Rancho da Praça - Vila do Conde
Aberto ao público em geral
Dia 23 de Abril
Iniciativa: Queima do Judas de Vila do Conde
Horário: 22h30
Local: junto ao Mosteiro de Santa Clara
Entidade promotora: Nuvem Voadora
Data: 26, 27, 28, 29 de Abril
Iniciativa: workshop Esponja - Construção de Marionetas
Horário: 9h - 13h
Local: Escola Secundária Rocha Peixoto
Data: 29 de Abril
Iniciativa: "FUNIL" de Clara Ribeiro
Horário: 21h30
Local: Auditório de Espinho
Maiores de 16 anos
22/03/11
21/03/11
Enviado pela Unima Portugal
Mensagem escrita pelo Professor Jurkowski Henryk para
o Dia Mundial da Marioneta 21 de Março de 2011
Aqui estou eu na cidade de Omsk, na Sibéria Ocidental. Entro no Museu Etnográfico. De repente, meus olhos são atraídos para uma vitrina onde se encontram dezenas de figuras - são ídolos das Tribos Ugrófinas: ‘Os Menses’ e ‘Os Chantes’, que parecem saudar cada visitante.
Um instinto repentino obriga-me a saudá-los também. São magníficos. Representam um traço permanente da espiritualidade de gerações humanas primitivas. É que elas, e seu mundo imaginário, são a fonte das primeiras manifestações e imagens teatrais, tanto sagradas como profanas.
As colecções de arte estão repletas de ídolos e de figuras sagradas, que gradualmente vão desaparecendo da nossa memória. No entanto, nos museus, há também marionetas, que trazem a marca das mãos de seus criadores e manipuladores. Dito de outra forma, aquelas mãos têm vestígios da habilidade, imaginação e espiritualidade humana. Colecções de marionetas existem em todos os continentes e em quase todos os países. São um orgulho para os coleccionadores. São lugares de investigação, que mantêm viva a memória, transportando uma importante prova da diversidade da nossa disciplina.
A arte, como muitas outras actividades humanas, está sujeita a duas tendências: a coerência e a diferenciação. Hoje vemos que as duas tendências coexistem a nível de actividades culturais. Podemos ver que, obviamente, a facilidade para viajar pelo ar e pela internet, aumenta o número de contactos em vários congressos e festivais, o que leva a uma maior uniformidade. Na verdade, dentro de pouco tempo, viveremos na cidade global de McLuhan.
Isso não quer dizer que percamos completamente o sentido da diferenciação cultural, pois vejamos que agora um grande número de companhias de teatro utiliza meios de expressão semelhantes. As marionetas japonesas de Ningyo Joruri, ou do indonésio Wayang foram assimilados pela Europa e pela América. Assim como companhias asiáticas ou africanas usam, hoje em dia, técnicas europeias.
Os meus amigos dizem-me que se uma jovem artista japonesa pode ser uma virtuosa interpretando obras de Chopin, um americano pode muito bem tornar-se num Mestre Joruri ou num dalang tocando um wayang purva. Poderia estar de acordo com eles, desde que esse marionetista assimilasse, não somente a técnica bunraku, mas toda a cultura que está associada.
Muitos artistas estão satisfeitos com a beleza exterior da marioneta que, contudo, dá ao público a oportunidade de descobrir diferentes formas de arte. Desta forma, a marioneta invade novos territórios. Inclusive no seio do actor de teatro, tornou-se numa fonte de metáforas variadas.
Esta grande expansão da marioneta antiga figurativa está ligada a um movimento inversamente proporcional ao espaço ocupado anteriormente. Isto é devido à grande invasão do objecto e, em maior escala, a tudo o que toca este assunto. Porque todo o objecto, toda a matéria, submetida a animação, nos transmite e exige o seu direito à vida teatral. Assim, a partir de agora, o objecto substitui a marioneta figurativa, abrindo aos artistas um caminhos para uma nova linguagem poética, e para uma criação que envolve imagens ricas e dinâmicas.
As imagens e metáforas do passado, foram as características de cada estilo de marionetas, diferentes umas das outras, que se tornaram, hoje em dia, na fonte de expressão de cada marionetista. Portanto, há uma linguagem única nova poética que não depende da tradição géneros, mas sim do talento de cada artista, e da sua criatividade individual. A padronização dos meios de expressão gerou a sua diferenciação. A cidade McLuhan mundial tornou-se nos seus antípodas. Diferentes meios de expressão tornaram se instrumentos da palavra individual que prefere sempre soluções originais. Claramente, a tradição figurativa das marionetas não desapareceu do nosso horizonte. E desejamos que seja sempre como um ponto de referência de grande valor.
Jurkowski Henryk - 2011
Tradução de Rui Sousa, associado da UNIMA Portugal nº104
o Dia Mundial da Marioneta 21 de Março de 2011
Aqui estou eu na cidade de Omsk, na Sibéria Ocidental. Entro no Museu Etnográfico. De repente, meus olhos são atraídos para uma vitrina onde se encontram dezenas de figuras - são ídolos das Tribos Ugrófinas: ‘Os Menses’ e ‘Os Chantes’, que parecem saudar cada visitante.
Um instinto repentino obriga-me a saudá-los também. São magníficos. Representam um traço permanente da espiritualidade de gerações humanas primitivas. É que elas, e seu mundo imaginário, são a fonte das primeiras manifestações e imagens teatrais, tanto sagradas como profanas.
As colecções de arte estão repletas de ídolos e de figuras sagradas, que gradualmente vão desaparecendo da nossa memória. No entanto, nos museus, há também marionetas, que trazem a marca das mãos de seus criadores e manipuladores. Dito de outra forma, aquelas mãos têm vestígios da habilidade, imaginação e espiritualidade humana. Colecções de marionetas existem em todos os continentes e em quase todos os países. São um orgulho para os coleccionadores. São lugares de investigação, que mantêm viva a memória, transportando uma importante prova da diversidade da nossa disciplina.
A arte, como muitas outras actividades humanas, está sujeita a duas tendências: a coerência e a diferenciação. Hoje vemos que as duas tendências coexistem a nível de actividades culturais. Podemos ver que, obviamente, a facilidade para viajar pelo ar e pela internet, aumenta o número de contactos em vários congressos e festivais, o que leva a uma maior uniformidade. Na verdade, dentro de pouco tempo, viveremos na cidade global de McLuhan.
Isso não quer dizer que percamos completamente o sentido da diferenciação cultural, pois vejamos que agora um grande número de companhias de teatro utiliza meios de expressão semelhantes. As marionetas japonesas de Ningyo Joruri, ou do indonésio Wayang foram assimilados pela Europa e pela América. Assim como companhias asiáticas ou africanas usam, hoje em dia, técnicas europeias.
Os meus amigos dizem-me que se uma jovem artista japonesa pode ser uma virtuosa interpretando obras de Chopin, um americano pode muito bem tornar-se num Mestre Joruri ou num dalang tocando um wayang purva. Poderia estar de acordo com eles, desde que esse marionetista assimilasse, não somente a técnica bunraku, mas toda a cultura que está associada.
Muitos artistas estão satisfeitos com a beleza exterior da marioneta que, contudo, dá ao público a oportunidade de descobrir diferentes formas de arte. Desta forma, a marioneta invade novos territórios. Inclusive no seio do actor de teatro, tornou-se numa fonte de metáforas variadas.
Esta grande expansão da marioneta antiga figurativa está ligada a um movimento inversamente proporcional ao espaço ocupado anteriormente. Isto é devido à grande invasão do objecto e, em maior escala, a tudo o que toca este assunto. Porque todo o objecto, toda a matéria, submetida a animação, nos transmite e exige o seu direito à vida teatral. Assim, a partir de agora, o objecto substitui a marioneta figurativa, abrindo aos artistas um caminhos para uma nova linguagem poética, e para uma criação que envolve imagens ricas e dinâmicas.
As imagens e metáforas do passado, foram as características de cada estilo de marionetas, diferentes umas das outras, que se tornaram, hoje em dia, na fonte de expressão de cada marionetista. Portanto, há uma linguagem única nova poética que não depende da tradição géneros, mas sim do talento de cada artista, e da sua criatividade individual. A padronização dos meios de expressão gerou a sua diferenciação. A cidade McLuhan mundial tornou-se nos seus antípodas. Diferentes meios de expressão tornaram se instrumentos da palavra individual que prefere sempre soluções originais. Claramente, a tradição figurativa das marionetas não desapareceu do nosso horizonte. E desejamos que seja sempre como um ponto de referência de grande valor.
Jurkowski Henryk - 2011
Tradução de Rui Sousa, associado da UNIMA Portugal nº104
20/03/11
Escola Primária da Marinha - Espinho
Foi com um enorme prazer que fomos dar uma ajuda às professoras e professor da escola Primária da Marinha, agora nossos vizinhos. Ajudando a construirem as marionetas num projecto teatral que estão a criar para ser apresentado aos pais no dia 8 de Abril no FACE- Fórum de Arte e Cultura de Espinho!
A história parte do conto de José Saramago " a maior flor do mundo", um belíssimo ponto de partida.
A história parte do conto de José Saramago " a maior flor do mundo", um belíssimo ponto de partida.
17/03/11
Peças cenográficas em execução!
As palavras dão origem ao metal, os carros de mão e os carris são parte integrante da nossa cenografia, como um ser humano que vai ganhando corpo também aqui se estruturam os esqueletos das peças...
Em construção...
Estreia a 22 de maio no FACE - Fórum de Arte e Cultura de Espinho
Em construção...
Estreia a 22 de maio no FACE - Fórum de Arte e Cultura de Espinho
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| peças de cenografia "mãos de sal" |
16/03/11
Mãos de Sal estreia em Maio no FACE
Decorre a construção da cenografia e marionetas de "mãos de sal", sabendo que só posteriormente poderemos dar inicio aos ensaios, é grande o movimento, as experiências e experimentações.
Em Abril e Maio passamos à fase de ensaios.
Narrando a história de um encontro entre dois personagens vindo de universos distintos sendo através do mar que esse encontro decorre.
Este projecto tem como público alvo a infância e a juventude, sendo um espectáculo que espera ir ao encontro de todos.
Aqui vos deixo imagens!
Podem acompanhar a construção em:
http://www.envidenefelibata.blogspot.com/
VELHO Tu não és de cá!
SIMAO Vivo aqui, ali, acolá!
VELHO Tu não és dos nossos!
SIMÃO Quero ser pescador.
O velho Sebastião, riu-se em grandes gargalhadas
Em Abril e Maio passamos à fase de ensaios.
Narrando a história de um encontro entre dois personagens vindo de universos distintos sendo através do mar que esse encontro decorre.
Este projecto tem como público alvo a infância e a juventude, sendo um espectáculo que espera ir ao encontro de todos.
Aqui vos deixo imagens!
Podem acompanhar a construção em:
http://www.envidenefelibata.blogspot.com/
VELHO Tu não és de cá!
SIMAO Vivo aqui, ali, acolá!
VELHO Tu não és dos nossos!
SIMÃO Quero ser pescador.
O velho Sebastião, riu-se em grandes gargalhadas
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