12/07/12

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Cabeceiras de Basto: espetáculo de marionetas ‘Adormecida’ em exibição nos dias 20, 21 e 22

Vale do Ave

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Redacção

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O projeto desenvolvido pelas mulheres de Bucos em torno da lã está na base do espetáculo ‘Adormecida’ que a Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora leva ao palco nos dias 20, 21 e 22 de julho, no Largo Cónego José Maria Gomes, no âmbito da Capital Europeia da Cultura em Guimarães.

Um espetáculo para todas as idades, para as famílias e para os jovens que se identifiquem com as tradições aliadas à contemporaneidade.

‘Adormecida’ é o resultado de um trabalho de pesquisa sobre o património material e imaterial que foi desenvolvido por Filipa Mesquita, diretora artística, que tem uma ligação afetiva à freguesia de Bucos e que é uma entusiasta das vivências de outrora.

Foi na bucólica freguesia de Bucos, em Cabeceiras de Basto, onde se respira ruralidade e tradição, que a Companhia de Marionetas de Mandrágora se inspirou para a conceção deste espetáculo, que dará a conhecer ao público o trabalho e as vivências em torno da lã, uma atividade em desuso e que a Câmara Municipal, através da Casa da Lã de Bucos, pretende manter viva.

“Na constante procura de um olhar artístico que seja capaz de agregar as tradições à contemporaneidade, imprimindo um cunho cultural próprio e de identidade marcada, tenho ao longo dos últimos anos na companhia desenvolvido esta procura de lendas, tradições, patrimónios, fazeres (como lhes chamo), vidas extintas”, revela Filipa Mesquita que vê nas formas artesanais e nas vivências sociais a base para a construção do futuro.

“Depois de em 2011 ter percorrido os moinhos de vento e os seus moleiros, este ano são as fiandeiras e lã quem me move, isto também porque é um voltar a uma ruralidade desconhecida, voltar a um lugar de afetos e acima de tudo um repensar na sociedade e nos seus pontos de equilíbrios e desequilíbrios”, confessa a diretora artística.

‘Adormecida’ conta a história de duas personagens que vão ao encontro do mundo da lã, dando a conhecer aos espetadores o fruto do contacto com as mulheres de Bucos, que ensinaram técnicas e revelaram vivências.

“O contacto com as mulheres de Bucos foi extraordinário”, garantiu Filipa Mesquita, falando entusiasticamente da lã que exige “um trabalho de mãos e olhares entre pessoas”, longe do mundo das máquinas, um trabalho e uma vivência que serão retratados neste espetáculo promovido pela Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2012.

“Fiar, tecer, cortar. A ladainha na construção de um fio, um fio como trajeto que separa o novelo do tecido, metáfora simbólica. Nascer, fazer nascer, desenhar linhas entre a roca e o fuso, entre o bater do tear. Fiadeiras que pelas mãos se constroem, se reinventam, fios suspensos de uma ação contínua, na construção em muitas mãos.

Adormecidas, suspensas, aguardam, numa dimensão reinventada de si mesmas, sem espaço nem tempo. Perdidas no não lugar, ou no lugar de nenhures, tecem sem fim, tecem sem parar”. É esta a proposta de Guimarães Capital Europeia da Cultura para os dias 20 julho às 21.30 horas, 21 de julho às 17.00 e 21.30 horas e para o dia 22 de julho às 11.00 e 17.00 horas.

Uma história que conta as histórias da lã a não perder no Largo Cónego José Maria Gomes, em frente à Câmara Municipal de Guimarães.


*** Nota do Gabinete de Relações Públicas e Comunicação da C.M. Cabeceiras de Basto ***

09/07/12